sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Puma Urban Mobility

A Puma lançou esse ano uma linha de produtos para facilitar a vida nas cidades, a Urban Mobility. Os produtos são baseados na funcionalidade, especialmente com a substituição do metal pela madeira, poupando os usuários dos insuportáveis detectores de metal. Ah sim, e a madeira também dá um toque muito classudo à linha:

pumaurbanmobility.jpg

Além dos acessórios e malas, a Puma também lançou uma bicicleta dobrável que reflete muito bem o conceito de mobilidade + praticidade para facilitar a sua vida:

pumabike2-thumb.png

pumabike1-thumb.png

Pouco se falou sobre essa linha tão interessante da marca, mesmo com o site incrível que foi feito para divulgá-la.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Desconstrução

Elbulli_2_3

A iguaria da imagem acima são vegetais grelhados, prato integrante do cardápio do elBulli do festejado chef Ferran Adrià. Mas se fosse outra a descrição você acreditaria porque estão irreconhecíveis. Um prato básico, nosso velho conhecido em versão desconstruída, ou seja, as partes foram descaracterizadas para surgir um novo todo.

Esse conceito, originário do universo das artes plásticas, chegou ao mundo do consumo da alimentação gourmet, mas também encontrou adesões no universo da moda. Ao observar muitas coleções de estilistas nos últimos anos, você irá constatar que a desconstrução está lá, inspirando novos usos de adereços, acessórios e texturas.

São novas interpretações de objetos em usos não esperados. Abas de bonés transformam-se em corselete, botões criam um colar, blusas tornam-se saias. Designers de casa e decoração também têm se inspirado nesta fonte, transformando móveis antigos e de demolição em outros objetos, diferentes de seu uso inicial. E também o setor de cosméticos utiliza a desconstrução ao lançar hidratantes em pó e perfumes em formatos de cubos que, após congelados, são passados no corpo.

Eis um conceito com poder de inspiração multissetorial, já que, além de conceitualmente sexy, é alinhado com a visão de sustentabilidade. Já imaginou quantos produtos, conceitos e proposições podem ser desconstruídos como inspiração para lançamentos mais originais?

Não existem mais targets passivos

Um trabalho desenvolvido pela Leo Burnett há cerca de 8 anos registrava: as marcas já não possuem targets passivos e anônimos de comportamento previsível, agora elas têm compradores autoconfiantes, muitas vezes cínicos, astutos e imprevisíveis. Pessoas reais com opções e com poder. E continuava: o comprador atual controla e procura um relacionamento equilibrado e mutuamente benéfico com a marca. As marcas não podem mais se dar ao luxo de definir as suas relações em termos transacionais, partindo de uma posição de domínio.

A idéia era clara e muita coisa mudou em nosso “olhar para fora” desde então.

Dos nossos vários aprendizados, queria deixar algumas dicas que podem ajudar na hora de pensar em como construir marcas nesse novo cenário:

  1. Tenha uma visão ampliada do mercado competidor.
  2. Tenha uma visão ampliada de experiência.
  3. Busque insights independentes do produto ou da marca, mas que ajudem a torná-los mais relevantes (lembre-se: seu ponto de partida são pessoas, não consumidores).
  4. Experimente caminhos novos.
  5. Faça escolhas. Nenhuma grande idéia sobrevive à obrigação de agradar todo mundo.
  6. Lembre-se: você está buscando o novo e o novo nem sempre testa bem.
  7. Considere a possibilidade de contrariar resultados de pesquisa e criar novas agendas.
  8. Corra riscos.
  9. Lembre-se: você não vai conseguir sempre.

Talvez, para muitos, essa pareça uma conversa antiga, mas não custa repetir. Ainda nos deparamos com processos nos quais temos que nos beliscar enquanto alguém conta quantas pessoas gostaram e quantas não gostaram de um comercial que acabou de ser mecanicamente lido por uma moderadora.

Marcas têm targets com comportamento imprevisível e parte da “agenda” que eles nos entregam em cada pesquisa foi entregue por nós a eles em algum momento.

Pessoas querem ser surpreendidas e isso requer uma dose de ousadia que, para não beirar a inconseqüência, exige conhecimento, capacidade para ouvir, aprender e depois jogar fora.

Art







Marc Jacobs



ELIZABETH SECKLEN

Minha foto
"o luxo é uma válvula de escape tão indispensável à atividade humana quanto o repouso, o esporte, a reflexão (ou a oração)." Jean Castarède